Esse espaço é uma homenagem comovente que prestamos aos americans que conviveram conosco e nos propiciaram, com suas presenças, tantas provas de afeto e entrega desinteressada e sincera. Estamos em dívida e nossa saudade é a prova de suas importâncias. Rogamos que seus espíritos estejam agora livres. Que possam correr em lindos e vastos campos descobrindo a natureza. Que nunca falte quem os acarinhe e os chame para que sigam os caminhos da vida. Se houver justiça talvez um dia nos reencontremos e tomara que todos possam habitar essa dimensão em harmonia e felicidade. Onde a água seja bebida entre as rochas das cachoeiras e o alimento seja puro e oferecido sem sofrimento. Que haja sempre tempo para nos doarmos e a vaidade de um premio numa exposição nada signifique pois o maior e único premio seja o amor que sintamos e o carinho a nossa taça. Que vejamos e sintamos o coração de nossos amigos de quatro patas. Que só isso seja importante e não a sua beleza exterior que passa e é decomposta pela terra. talvez nesse lugar o homem perceba o quanto a vaidade desmedida e sem princípios é um mal. Um grande afago e um beijo a todos os cães que estão aqui!
28 de novembro de 2011
HITLER
No dia 7 de março de 2009 faleceu o meu inesquecivel HITLER. Ele já estava praticamente cego e por vezes se chocava com algum obstáculo. Sentia falta de ar quando subia a rampa para que eu o soltasse na parte de cima do sítio. Era o local que mais gostava e deitava ao sol como um guerreiro cansado da luta. De uma luta que nenhum combatente vence que é a guerra contra a morte. Esse cruel combatente com sua faca afiada vai tocando sua lâmina inexorávelmente dia a dia. Nos toca sem cansar até o derradeiro momento e depois vem o descanso eterno. Mas para os bons guerreiros não existe repouso mas apenas uma passagem para o outro lado da ponte num universo diferente em que sua energia será empregada pela paz. Assim deve ser a lenda do combatente implacável que nunca esmorece e assim, pela força do espírito vencemos a morte que atrelada ao corpo se dissipa enquanto nos expandimos numa fusão com o Espírito maior que dirige o universo. Muitos já me perguntaram a razão do nome Hitler. Um judeu uma vez me olhou com os olhos arregalados e uma judia me disse: que belo cão com um nome horrível. Escolhi Hitler pois conhecendo a história de Adolph Hitler não o tenho só como um deplorável ditador. Erich Fromm em seu livro "O Coração do Homem" retrata que todos nós temos a propensão para sermos lobos ou cordeiros, mas, como Kalil Gibran poetiza no livro "O Profeta" ninguém é capaz de descer abaixo do que há de mais baixo em nós e ninguém é capaz de se elevar acima do que há de mais alto em nós. Assim sendo o que eu admiro em Hitler é sua determinção e capacidade de se doar a uma causa mesmo que para a humanidade tenha sido um desatinado e terrivel anti-semitismo. Ninguém pode desejar destruir uma raça ou um etnia. Mas não é isso que eu admiro no Hitler. Eu separo o lado mosntruoso com o lado nacionalista e determinado. Numa ocasião, quando Hitler ainda era cabo, uma bomba foi jogada contra o acampamento e ele saltou para proteger o coronel e ofereceu o próprio corpo. Nas circunstâncias quando ninguém queria ir a uma operação arriscada durante confrontos durante a Primeira Guerra Mundial era ele que se oferecia para batalhar arriscando sua vida em nome do dever. Parece que não é esse o comportamento de nossos governantes e políticos. Via nos judeus um povo sem amor pela Alemanha e donos do monopólio econômico e da informação. Via neles o povo que exigiu a morte de Jesus na cruz no julgamento em que Pilatos deu a opção de libertar o Filho do Homem. Nesse caldeirão mental imperou um caminho doentio para resolver esse conflitos e o resto todos nós sabemos. Tenho vários amigos judeus e jamais apoiaria qualquer atitude contrária à vida ou preconceituosa. Nenhuma raça é menos merecedora da vida e das oportunidades na Terra. O ódio destrói e como diz um dos hexagramas do I Ching: nào é necessário irmos com maldade contra o mal pois ele mesmo se destrói e se consome com seu próprio veneno. Assim, quando escolhi Hitler queria um nome forte, tão forte como imaginava um AST. Mas, seja como for, o meu Hitler era magnânimo e vencedor. Eu mesmo cavei a sua cova e coloquei um lenço meu sobre a sua cabeça para que ele tenha um pouco de mim na sepultura. Eu me desculpei pelas imperfeições que fizeram com que ele fosse mais para mim do que eu para ele. Mas como a vida é repleta de surpresas eu imagino que do outro lado haja mais e nessa esperança, sabendo que Deus ama os cães, como membros de sua criação, eu me imagino encontrando o meu amigo numa outra dimensão. Ele virá para mim e eu me agacharei para abraça-lo. Um abraço apertado sem mais nenhum medo de perde-lo pois estaremos num espaço onde o medo já não mais existirá. Correremos e brincaremos e ele será o meu cão, meu companheiro, juntamente com seu pai, o Gandhi, e sua mãe a Ira, e nunca mais nos separaremos. Obrigado Hitler! Filho de Gameness Ira Elmopan com Gameness Maxola Gandhi. Vejam o que eu escrevi uma vez sobre o Hitler:
Ele está ficando velhinho. É um AST compacto e espetacular. Nas súmulas das especializadas os juízes sempre colocaram, em todos os ítens a palavra EXCELENTE. Venceu duas especializadas no passado com 30 AST e só não venceu o ranking nacional porque eu não fiz campanha anual com ele. Já me deu muitas alegrias e sua genética propiciou uma base importante que eu usei combinando acertadamente com os meus importados. Seus pais são inesquecíveis. Seu temperamento é extraordinário. Teria muitas histórias para contar do Hitler. Numa ocasião mais recente o Marschall pulou um canil e caiu em frente ao Hitler que estava com uma cadela. Numa situação como essa seria de se esperar, como sempre acontece, que os dois se enfrentassem até a morte ou até que estivessem muito lesados. Algo de mágico aconteceu e o Marschall que já brigou com vários cães, olhou para o Hitler e o respeitou. O meu empregado me chamou apavorado e eu via a cena. O Hitler hipnotizou o Marschall ou o mesmo se declinou em respeito pela sua idade, história ou expressão dos olhos. São olhos que já viram muito e existe sabedoria na expressão de um cão especial. Em alguns momentos eu vejo o Hitler alegre e saltitante, mas em outras me parece triste. Parece perceber qua sua idade avança e que está se aproximando do fim. Os cães sentem e vivem o agora, mas em suas memórias convergem fatos, lembranças de dias em que o dono tinha menos cães e podia dar uma atenção especial. Mas quem sabe nos perdoe por termos decidido ser criadores. Se voltasse no tempo teria poucos cães. Quem sabe o meu amigo perceba este sentimento. Por outro lado, sendo criador eu posso propiciar que muitas pessoas ou famílias tenham o calor da presença de um AST em suas casas. O Hitler todos os dias defeca no mesmo local, logo ao lado da abertura do esgoto, parecendo querer facilitar a limpeza. Sua hostória sexual é de uma intensidade fora da medida, sem contar que é muito bem dotado (rs). Quando uma pessoa de fora entrava no pátio ele costumava rotineiramente abraçar as pernas da vítima e tentar uma relação amorosa. Numa ocasião dois eletrecistas entraram no pátio e um deles foi sorteado. Brinquei dizendo que ele teria se apaixonado por ele. Ele reclamou dizendo: sai dessa doutor! O Hitler nasceu da minha primeira ninhada do Gameness Gandhi (que só faltava falar) e a Gameness Ira que era uma tratorzinha de tão forte. A Ira, apesar de ter sido muito meiga conosco tinha o pavio curto com outros cães. Um dia, ela e o Gandhi, em dupla, aproveitando um buraco numa parte da tela, invadiram o sítio ao lado para tentar me achar. Eu estava visitando o meu vizinho e fiquei constrangido com a fatalidade pois mataram o cão do amigo e o casal de gansos sinaleiros que ele criara com tanto carinho. Tive que comprar outro cão e mais 3 gansos. O meu vizinho ficou 1 mes sem falar comigo. Depois ele superou o fato. Reforcei a minha tela de tal maneira que nunca mais aconteceu algum acidente. Normalmente um macho não briga com uma fêmea. Em setembro de 2007 uma empregada fechou mal a porta que comunicava a parte da frente da casa com a de trás. O Byron desceu e enfrentou o Hitler. Seria de se esperar que o Hitler falecesse. Mas a Baby Banker estava há 2 meses dormindo com o Hitler e o ajudou na briga. Todos sobreviveram. Quem cria muitos Americans que ficam separados deve tomar cuidados redobrados.



