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A raça American Staffordshire Terrier é apaixonante. Mas certas dúvidades criam mitos e outras criam verdades. Envie sua dúvida que o criador esclarecerá.
A besta assassina!
16 de fevereiro de 2012
Coluna do Paulo Santana
Para quem não conhece, o Paulo Santana é um polêmico e inteligente jornalista de Porto Alegre. Ele escreve uma coluna diária no jornal Zero Hora que é o mais lido no Rio Grande do Sul. Abrindo o jornal de trás para a frente é a primeira coluna. Talvez seja a mais lida do jornal. Há anos escreve e sua influência é forte sendo um exímio formador de opinião. Lá ele tem o seu espaço e afirma o que deseja. Aqui é o meu blog e posso escrever o que desejo também. Um de nós está errado. Mas eu vou me manifestar aqui pelo menos para aqueles que tenham lido opiniões semelhantes as dele em suas cidades. Não são poucos que pensam que nem ele. Mas não são muitos que alimentam esse ódio doentio e exagerado pelos cães da raça pitbull, rottweiler e semelhantes. Ele os qualifica de bestas demoníacas. Feras que deveriam ser sacrificadas antes mesmo de nascerem. Ele coloca esses comentários, como colocou hoje na coluna do jornal. Tudo após algum caso relatado de ataque grave de algum cão dessa raça.
Uma criança de cinco anos entrou na casa do vizinho e um cão mestiço de pitbull com rottweiler arrebentou a corrente a que estava preso e matou a inocente menina. Esse triste acidente ocorreu por dois motivos em minha opinião. O primeiro:
a) um dono que ama o seu cão não o deixa preso em corrente que o neurotiza. A partir do momento que esse cão conseguir se soltar morderá não só uma criança como a sua própria sombra (esperimente ficar preso numa corrente por vários meses em sua casa e veja como ficarás – essa frase deveria ser lida pelo triste ser humano que acha interessante essa prática)
b) um cão deve estar ou solto ou preso em seu canil e não deve existir aberturas na casa para que um estranho entre, muito menos uma criança. Qualquer cão na mesma situação poderia morder essa criança, principalmente um cão de guarda e nesse caso poderíamos lembrar de várias raças que potencialmente fariam o mesmo.
Bem, eu enviei uma carta a esse inteligente jornalista uma vez. Não recebi resposta. Ele está obssessivamente convencido de que um pitbull irá a qualquer momento extravasar os seus instintos bélicos (é esse o termo que ele usou, como também os anteriores pejorativos que referi) tanto com estarnhos como até mesmo com as pessoas de casa que dão o alimento na sua boca. Essas suas opiniões alimentam a idéia de que as autoridades devam fazer algo para proteger a sociedade desses terríveis animais.
É interessante que essas pessoas que opinam com grande eloqüência nunca criaram cães e ele, em sua casa, pelo que sei tem um poodle. Se ele visitasse o Pronto Socorro Municipal descobriria que uma das causas mais freqüentes de acidente grave com crianças, com dilaceração de face ocorre com ataque de poodles de madames, principalmente com o poodle standard que é maior. O fato do poodle não ter a capacidade de mordida de um pitbull ele oferece estragos e traumas graves em um número enorme de crianças. Na verdade, os acidentes por ataques de cães registrados no Pronto Socorro Municipal, inclusive com mortes, aconteceram em conseqüência de ataques por todas as outras raças, até mesmo pelo pastor alemão que nunca é lembrado por estar associado ao famoso e antigo filme rim tim tim.
Lembro o caso de um fila brasileiro que matou e comeu um intruso. Ninguém deu ênfase ao fato no jornal. Percebo que isso é permitido a um fila. Mas a um pitbull não é permitido ser psicótico.
Episodicamente uma raça é escolhida como terrível. Numa época era o dobermann que alguns “entendidos” diziam ser uma espécie de laboratório criada pelos nazistas. Sua cabeça seria pequena para suportar o crescimento do encéfalo. Isso determinaria cefaléia e uma vontade incontrolável de morder. Uma máquina assassina. Lembro que meus pais compraram um dobbermann nessa época e meu tio disse: essa fêmea será uma assassina. Mas a Alfa era doce e latia para estranhos como se desejava. Fazia a sua guarda habitual mas morreu sem ter conhecido o assassinato ou mordido alguém. As vezes quase pegava um passarinho. Todos gostavam da Alfa e meu pai cortava pedaços de pão e misturava com leite para deixa-la mais forte enquanto ela lambia sua perna. Estava sempre solta e simpática a nossa assassina Alfa.
O Rottweiler, depois de aparecer no filme “A Profecia” que retratava uma criança protegida pelo demônio passou a ser vítima de toda a sorte de comparações.
Na verdade o cão, no seu longo caminho de evolução ao lado do homem, foi sendo lapidado e selecionado para servir em funções específicas. O cão de pastoreio, o cão de caça, o de guia para cegos, o farejador de drogas em atividades policiais, o da guarda de propriedade contra a invasão perigosa de bandidos, etc.
Um Rottweiler foi lapidado para a guarda. Não foi lapidado para participar de exibição de balé na quermesse da paróquia e brincar com as crianças de esconde esconde.
Ele não é um assassino. Mas se nós fizermos uma seleção dos mais agressivos e cruzarmos com os de mesmo temperamento de outras ninhadas, aos poucos teremos cães muito intolerantes. Não seriam assassinos, mas cães de temperamento forte e que passariam a exigir uma educação equilibrada, em que existisse amor, tato, sociabilidade com os membros da família. Mas um cão resultado de uma seleção para ser guarda não pode tratar com carinho um invasor. Um animal assim selecionado pode morder gravemente um intruso, quanto mais uma criança. Ele não seleciona invasores.
Um cão mestiço exibe um temperamento indefinido e se preso a corrente se torna perigoso.
Convidei o Paulo Santana para visitar o meu canil. Tinha a intenção de colocar em presença dos meus americans, fruto de anos de seleção correta e dando ênfase ao temperamento, beleza e estrutura. Mas como ele não respondeu o e-mail imagino que pense ser desnecessário. Ele tem uma concepção e nada o fará mudar. Isso se chama preconceito. Foi essa mesma obssesseção que fez o Adolf Hitler matar os judeus. Ele colocou na mente que os judeus eram um povo inferior, que havia inclusive matado Jesus. Não bastou ele espulsar os judeus e caça-los depois na alemanha. Ele invadiu outros países e os matou até na Polônia.
Como Paulo Santana pensa que esses cães deveriam morrer antes mesmo de nascerem Hitler certamente pensaria o mesmo sobre os judeus.
O risco do preconceito em qualquer área da vida é que nos torna rígidos. A flexibilidade é uma virtude dos sábios. A inteligência não é capaz de nos tornar melhores mas sim o entendimento. O entendimento surge quando a mente e o coração se fundem com a verdade. A verdade está muito distante dessas pessoas.
O american staffordshire terrier é um cão, por assim dizer, primo do pitbull ou o seu irmão mais lapidado através de cruzamentos. Mas em essência é o mesmo cão. Convivo com esses cães há quase 20 anos. Sou o criador que mais gerou filhotes da raça no Brasil e talvez do mundo. Se um american, ou outra raça visada, num dia sombrio da existência, numa situação especial de stress após ser educado erradamente por alguém, viesse a morder alguém (fato que qualquer cão pode fazer) lá estaria o preconceituoso a gritar: não disse que essa raça é perigosa!
Todos os dias lemos e assistimos na televisão toda a variedade de relatos mórbidos de homens que estupram, roubam e matam, seqüestram, arrastam uma criança presa num carro, matam a criança pela falta de pagamento do resgate, invadem uma casa e matam o casal de idosos, amarram e torturam enquanto riem. Mesmo assim acreditamos na raça humana e não pedimos que seja destruída antes de nascer.
O mesmo pode acontecer com um animal que nasceu na casa errada, cresceu vendo a violência, foi tratado com descaso e desamor e fomentado a não acreditar na vida. Não tenho a ilusão de fazer um obssessivo mudar de opinião mas posso iluminar a mente de quem está em dúvida e não foi ainda atingido pelo vírus do preconceito.
Muitas pessoas estão presas por engano. Muitos foram queimados vivos na idade média acusados de heresia pela inquisição. Querem fazer o mesmo com essas raças. Mas enquanto eu existir serei uma voz para defender a minha verdade. Um de nós dois está errado.
Um novato pode ter um AST?
02 de fevereiro de 2012
Olá Bruno
Nesses quase 20 anos que crio e envio americans para todos os estados do Brasil, posso te dizer que, as pessoas que adquiriram seus cães, em sua maioria eram pessoas novatas no tato com essa raça. É um cão normal. Tem suas virtudes, suas limitações e inumeras qualidades, características inerentes da raça que o diferem de um pinscher ou de um rottweiler por exemplo. Um cuidado especial é cuidar na hora de passear na rua pois tem uma desconfiança com cães estranhos. Se algum cão vier latindo, querendo atacá-lo ele nunca irá fugir. Sua coragem é proverbial. Tendo esse cuidado e dando amor desde cedo para esse ou essa filhote terás um animal inteligente e amigo. Resistente e geralmente guardião. Um cão que possibilita inúmeras experiências especiais na medida em que nos relacionarmos com ele, conversarmos, dermos limites como fazemos com uma criança ou um adolescente. É difícil não se apaixonar por um american staffordshire terrier.
Quando entramos num canil de outras raças notamos que os cães latem muito. Cito como exemplo um canil da raça Rottweiler. Alguns parecem querer nos comr vivos. O AST, ao contrário é um cão silencioso. Geralmente late quando é preciso. Como qualquer animal tem suas variantes como o próprio ser humano. Algumas características são comuns ao ser humano mas existem psicopatas e outros transtornos de personalidade. Numa família de 15 filhos é difícil todos serem marvilhosos. isso também ocorre entre os cães. Um será extremamente afetivo e outro nem tanto. Um será mais desconfiado e outro mais guardião.
Lendo Charles Darwin como fiz recentemente e também trabalhos do evolucionista Richard Dawkins percebi que nesses 20 anos consegui fixar um pouco de certas características em certas linhas de sangue. Na medida que repetimos certos caminhos ou evitamos outros vamos fixando um pouco. Na verdade na natureza não existem saltos. Os processos são muito graduais e a evolução acontece lentamente. O criador de animais direciona caminhos e com o tempo obtem certos resultados.
Um novato deve se perguntar se deseja um cão que seja atleta em potencial. O AST se sente frustrado se confinado num espaço pequeno. Gosta de viver respirando o ar da liberdade. Os cães no meu canil são soltos regularmente em horários específicos. Mas quem tem um ou dois e os der liberdade terá uma vivência especial do que é um AST. Prefiro a criação com mais de uma linha de sangue do que as uniformes. As uniformes e iguais não permitem experiências e nem possibiltam que obtenhamos alguns caminhos específicos. Mas na essência eu fixo certas características que julgo importantes na maior parte dos meus americans. Uma dessas características que dou ênfase e podemos notar na maioria dos americans NK é a estrutura e o temperamento equilibrado. Isso consegui com o tempo e com as metas baseadas no que entendi que seria melhor e no meu gosto pessoal.
Mas, voltando à tua pergunta, se fizeres uma escolha acertada com base no que desejas de um cão deixarás gradativamente de ser um neófito, um novato e passarás a ser um experiente dono de um cão especial.
Cio próximo.
30 de novembro de 2011
Quem vence nas exposições?
25 de novembro de 2011
Eu tentarei ser o mais objetivo possível. São tres os fatores principais:
a) a estrutura do cão; b) a movimentação e c) a apresentação.
Esses são os fatores teoricamente mais importantes e que na prática preponderam. Vamos explicar cada um deles:
a) o cão deve ter o fenótipo que se deseja para a raça, ou seja, mostrar fisicamente aquelas virtudes físicas que se espera da mesma. Um wippet é leve e esguio. Um AST deve ser musculoso e forte. Um fila brasileiro é pouco angulado e um Rottweiller não e assim por diante. Um juiz deve conhecer o padrão de todas as raças para julgar bem. Mas na prática isso não acontece em todos os seus julgamentos. Alguns juízes entendem bem do 4o grupo mas falham ao analizar o 8o grupo e assim por diante. O juiz que tem a permissão de julgar todos os grupos se chama All-Hounder. O gosto pessoal influencia o seu julgamento como também o quanto conhece de cada raça. Na hora de escolher poderá optar por detalhes sutis como o estado do pelo, a cor que mais gosta, o fato de julgar mais importante a abertura ou profundidade de peito em detrimento de outro fator que não julgue tão importante. Na comparação com outros da mesma raça poderá preferir mais altos ou mais compactos. Mais elegantes ou mais pesados. Não existe regra que o obrigue a escolher desta ou daquela maneira. A escolha é livre. O pior que pode acontecer é receber um protesto do dono do cão. Se o handler (pessoa que desfila com o cão) protestar de forma veemente o juiz pode escrever na súmula que foi desrespeitado. Isso confere uma aura de importância elevada ao juíz. Ele se sente uma autoridade incontestável e o seu julgamento não passa pelo crivo de outro juíz e mesmo que escolha o pior nada há que se possa fazer;
b) um juiz confere muita importância para a movimentação e pode perceber certos defeitos que o cão possa ter e que o handler disfarça quando está parado. Em movimentação o cão faz também aquilo que vemos num desfile de moda em que a mulher caminha de forma a nos deleitarmos com cada passo que é dado. Os cães mais leves tem maior facilidade de se movimentarem com essa desejável beleza. Um American típico, aquele que desejamos para cuidar de nossa família, ou que não perderia uma batalha com outro american certamente não é um AST ideal para exposições no momento. Tenho a convicção que, nos dias de hoje, a pessoa tem que fazer a opção entre desejar um american para exposição ou para satisfazer as sua expectativas. Não é uma questão de ser para exposição ou pet. Esse pet poderá ser melhor do qu aquele para exposição. O Cielo Calígula do meu plantel não tem um dorso reto como os juizes adoram. É pouco angulado o que o faria perder por um mais angulado. Isso significa que ele tem as características dos antigos pitbulls que com essa disposição física apresentam maior tração posterior e associado ao seu temperamento bélico o torna uma arma para cuidar de minha casa. Se eu colocar o Cielo na frente de um AST de exposição e soltar o Cielo em alguns minutos não sobrará o outro American para contar a história. Mas quando eu o solto para ir até o canil ele já aprendeu a ir a até o seu box. O que significa que ele respeita o meu comando.
Bem, voltemos ao assunto. A movimetação nos dias de hoje é um dos pontos mais vistos pelo juiz e faz parte do show.
c) A apresentação depende de tres fatores. A disposição natural do cão de ser alegre e afeito à guia. De levantar a cabeça e olhar para o dono contente por poder ser conduzido e fazer mais tarde uma exibição de luxo. Na hora que o juiz olha os cães e percebe que um cão baixa a cabeça, é forçado a andar com a guia, precisa ser puxado as vezes ou demonstra tristeza, podem estar certos que ele o descarta. Não interessa se ele é o mais belo exemplar que apareceu na face da terra. Isso é importante que o leigo saiba. É extremamente mais fácil um cão feio ganhar de um maravilhoso numa exposição por ter desfilado de forma maravilhosa e conduzido por um um handler "engatado no "sistema". Se o feio estiver em boas condições físicas e se apresentar de forma excelente suas chances são grandes. E se o handler for de ponta mais ainda. Aí entra o fator handler. O handler é aquele profissional que desfila com o cão. Pode ser o próprio dono se ele souber. Não é difícil aparentemente mas existem sutilezas que se aprendem com o passar dos anos. Se o handler for experiente e famoso isso influencia o julgamento da maioria dos juizes. Existe ainda o fator corrupção que ocorre quando o handler tem amizade com o juíz ou o criador é amigo do juiz ou juiza. Vemos diálogos entre eles até nas redes sociais. Considerando que a escolha possui muita subjetividade não se poderia permitir que juízes ligados por amizade fossem escolhidos para arbitrarem.
Só para terem uma idéia eu vou relatar o que aconteceu numa exposição esse mes. O juiz que julgou é amissíssimo de outra juiza que cria uma raça. Ele foi julgar numa exposição em que essa juiza levou um de seus cães. A conquista máxima numa exposição é o Best in Show que significa que o teu cão foi o melhor entre todos os cães da exposição. Não só na tua raça e no grupo mas na finalíssima. Ele deu esse título para o cão. Essa escolha foi importante para ele pois esse corrupto também cria e chegará o dia que essa juiza o beneficiará também de alguma forma. Isso que eu relatei acontece quase todos os fins de semana nas exposições espalhadas pelo país. O marketing, a corrupção, a troca de influências e a falta de moral imperam nesse meio e não existe o que fazer. O juiz se confrontado responderá: na minha concepção aquele cão era o melhor. A única forma de represália é não se inscrever nas exposições e isso gradualmente está acontecendo pois as exposições estão se esvaziando. Eu, em certas ocasiões apareço apenas para titular cães específicos ou em exposições próximas. Mas nunca me iludi com as mesmas e não participo de rankings de um cão específico pois teria que viajar pelo Brasil, pagar handler famoso, engolir sapos, me estressar, fazer marketing e sofrer visando um título que no ano seguinte é esquecido. Tenho mais o que fazer com o meu dinheiro. Prefiro investir na qualidade do plantel, nos cuidados, alimentação e qualidade de vida dos meus heróis. Um cão que vive viajando é um abnegado. Vive morando naquelas caixas de transporte e é treinado para obter títulos para que os donos os ostente como se fossem os mesmos que conquistaram. Vaidade ou ilusão? Egoismo ou trapaça? Alienação ou disfarce? Vitória ou derrota?
Bem, creio que esmiucei o que existe de básico. Para maiores detalhes me perguntem que eu responderei nesse espaço que visa desmistificar, esclarecer e separar o que é verdade e o que é mito. As opiniões são minhas e as conclusões baseadas na minha análise após anos de observação. Não acerto sempre mas raramente erro nas apreciações. Tenho a humildade de aceitar críticas ou sugestões que venham a colaborar com esse espaço. A crítica que faço não tem a finalidade destrutiva. Muito pelo contrário. Minha intenção é de abrir os olhos e o entendimento e assim colaborar para uma cinofilia mais justa, mesmo que isso seja parcialmente uma utopia. Se cada um fizer a sua parte existe esperança. As grandes e profundas modificações sociais ocorreram com revolução e sangue. Muitas vezes com diálogo. A cinofilia não apresenta a importãncia social para que alguém derrame uma gota de sangue pela moralização das exposções e da forma como os animais são tratados. Mas podemos através da conscientização exercermos a nossa cidadania.
O AST é um bom cão de guarda?
23 de novembro de 2011
Dependendo da linha de sangue o AST é um maravilhoso cão de guarda. De forma geral ele protege o território. Eu gosto de manter em meu plantel cães de temperamento forte mas equilibrado. Venho fazendo essa seleção há muitos anos. Percebo que a maioria dos meus americans procedem como bons guardiões. Outro dia eu cheguei em casa pelo outro portão e o Beatle estava solto mas do outro lado do pátio que é grande. Ele só me viu dentro do terreno. Ele reagiu e quis m atacar. É óbvio que instantaneamente percebeu que era eu e parou sacudindo o rabo. Um dia o meu filho de 11 anos fez o que não devia. Ficou brabo com o Bratle e deu um pontapé no corpo dele. O Beatle demonstriu submissão e nada fez. Só quem conhece o Beatle para entender como essa reação é fantástica pois se um estranho fizesse isso levaria uma bela mordida.
Isso que eu chamo de temperamento. Falo na verdade de um bom temperamento. A ferocidade quando dirigida para a pessoa certa e no momento adequado e desejável. A menos que queiramos um bichinho de pelúcia convivendo conosco. Um bom american deve ser corajoso. Não pode ser covarde. Não pode atacar uma pessoa que esteja acompanhada do dono. Eu não costumo fechar meus cães quando chega uma visita. Apenas em certas ocasiões pois não gosto de constranger uma visita com a sensação de medo. Então eu fecho o cão solto.
As linhas de sangue mais antigas, principalmente as que possuem uma pitada de sangue que veio da Costa Rica são ótimos guardas. Os filhos do Red Byron com a Thatcher e seus descendentes tem grande propensão à guarda. Vários americans de meu plantel são guardas e passam essas características para a prole. É importante que eu seja informado do que a pessoa deseja em seu cão pois exist uma variação de comportamento dentro de uma mesma ninhada. Existem os de temperamento mais forte na ninhada, aqueles que geralmente se impõe. E aparecem os de temperamento zen.
É possível ter um AST num apartamento?
23 de novembro de 2011
Alguns cães são pequenos, diminutos e bem próprios para um apartamento. Ao chegr o dono pulam e latem. Sacodem o rabinho quando passeiam com o dono ou a dona mas são apenas de companhia. Alguns são muito grandes e não podem de jeito nenhum serem felizes num apartamento. Imaginem um São Bernardo dentro de um apto. Mas o AST, principalmente os compactos são adaptáveis aos apartamentos desde que também tenham a chance de sairem. O AST é um cão maravilhoso para aquelas pessoas que gostam de dar longas caminhadas ou que odeiem aqueles cães que surgem querendo morder o seu linguicinha. O AST, depois de olhar fundo nos olhos do outro cão afugenta o opositor. Os outros cães não são bobos e percebem o que os espera. O AST será um companehiro para um atleta ou para um esportista. Ele tem uma profunda amizade ao dono e certamente preferirá estar ao lado de nós mesmo que não conheça os passeios. Sua fidelidade é exemplar. Alguns tem essas virtudes mais exacerbadas. As fêmeas de modo geral são mais ternas e afetivas. Mas o macho também é assim com o dono. Fazendo uma analogia como o ser humano sabemos que algumas meninas são meigas e queridas. Ligadas à família. Mas muitas são mais independentes. Com o homem também vemos diferenças entre um e outro. Mas na grande maioria dos casos o AST preferirá estar perto de ti. Alguns até grudados. Não é raro um estranho entrar num apartamento para roubar. Quem achas que protegerá o teu lar melhor? Um linguicinha ou um american?
Sarna Demodécica: verdade e mito!
22 de novembro de 2011
Acompanhei o diálogo de um criador falando que uma pessoa polemizou com ele referindo que seu cão teria sarna demodécica. Ele ponderou sobre essa questão e me disse de sua visão a respeito do caso. E eu concordei. Ele estava atualizado sobre o tema. Pesquisei na internet e encontrei esses dois artigos que gostei. Creio ser importante que se saiba um pouco mais sobre todos os temas pois houve uma época que as revistas falavam de herpes como se fosse uma AIDS e depois esqueceram dessa infecção. Houve tempo que só se falava de AIDS o dia inteiro e hoje é uma patologia vista com outros olhos. A sífilis era um terror antes do advento da penicilina. Embora cada patologia seja diferente sabemos que o homem se apavora com infecçôes. Quando eu fiquei em coma durante 17 dias após o meu acidente eu desenvolvi uma infecção respiratória grave por uma bactéria resistente a todos os antibióticos. Sobrevivi.
Os cães podem apresentar problemas de pele. Pode ser uma infecção por alguma bactéria (estafilococus, estreptococus...) por um fungo, por uma alergia e também pelo demodex. Mas existe uma diferença: a Sarna Demodécica grave, generalizada e a localizada. É importante se entender que todos os cães possuem o demodex num raspado. É a quantidade que deve nos preocupar, se existe no raspado formas adultas, ninfas e ovos no mesmo local, o grau de comprometimento, as recidivas frequentes e o quadro geral do animal. Sabemos hoje que o estado imunológico é uma causa fundamental. Situações que gerem estresse podem criar as condições para qualquer doença, inclusive para a sarna demodécica. Certas raças chegam a ter a presença do demodex em 90% dos casos e a "purificação" poderia levar à sua extinção. O mais sensato me parece é a analise do quadro clínico somado aos achados microbiológicos. Essa idéia que certos veterinários tem de afirmar que essa patologia é hereditária é tão verdade quanto a predisposição de ocorrer mais casos de cancer ou hipertenção em famílias onde essas patologias existem. Minha sogra tinha diabetes. Nesse caso não deveria ter me casado com minha mulher pois existe a possibilidade de algum filho meu vir a ter diabetes. Minha mãe faleceu de cancer. Sendo assim eu deveria ter permanecido solteiro. Esse tipo de preocupação é para paranóico em manicômio. Quase tudo é genético ou hereditário mas isso não significa que tenhamos que sacrificar um reprodutor porque ocorreu uma patologia de qualquer espécie. A menos que essa patologia seja grave e recorrente nos cruzamentos. Gravidade e frequencia são dois componentes importantes nas equações matemáricas em que se avaliam prós e contras, vantagens e desvantagens, benignidade e malignidade, importância e insignificãncia.
Selecionei pela internet esses dois artigos. O primeiro mais informal sem perder a seriedade e o outro formal.
Sarna Demodécica – Desmistificando um Mito
“Oi Camilli, levei minha bebê frenchie ao veterinário como você sugeriu. Se ele não tivesse feito o exame de raspado de pele, poderia jurar que era SARNA DEMODÉCICA. Imagine, que palavrão!!!”
Sarna demodécica.
Todos morrem de medo dela! Inclusive os criadores de cães.
Desde o advento do Google, todo mundo é meio-entendido em tudo: meio-chef de cozinha, meio-advogado, meio-jornalista, meio-fisioterapeuta, meio-médico, meio-dentista, meio-arquiteto, meio-paisagista e, por que não, meio-excelente veterinário? :)
Ainda há que se considerar que essa doença também é polêmica no meio profissional.
Como a ciência e a tecnologia são “voláteis”, um veterinário precisa estar atualizado; utilizar os conhecimentos adquiridos láááá na época da faculdade não é o suficiente para lidar com as bases celulares da patologia.
Por isso, talvez, tantas informações atravessadas sobre o tema, em todos os meios.
Enquanto os filhotes vivem no ambiente uterino da cadela, diz-se que eles são “germ free”.
A mesma coisa acontece com os humanos. Enquanto a mulher gesta, seu filho está protegido da maioria dos microorganismos que entra em contato com a mãe.
Somente após o nascimento, é que a microbiota (o termo “flora” está em desuso) da pele e das mucosas vai sendo povoada por bactérias, fungos, ácaros e outros microorganismos. E este é um processo contínuo, que ocorre por toda a vida do indivíduo.
No caso dos humanos, a boca possui – no mínimo – 500 espécies de bactérias distintas, além de fungos. Por mais incrível que pareça, para cada célula humana em nosso corpo, há 10 células de microorganismos aderidas ao nosso corpo (interna e externamente), que somam algo em torno de 1 kg de peso.
Não há problema algum em conviver com todos estes microorganismos, pelo menos para mim, que não sou imunodeprimida.
Com os cães, o mesmo processo ocorre.
Tão logo saem do ambiente uterino, entram em contato com microorganismos e dá-se início à colonização de pele e mucosas destes filhotes.
Bem, a história da sarna demodécica começa aí.
O que todas as pessoas precisam entender é que 100% dos cães possuem um ácaro, em pequenas quantidades na pele, chamado demodex canis.
Podem ser os sharpeis da Xuxa, pode ser o Barney – scottish terrier – do, ainda, presidente Bush, pode ser o Leo que chegou do Canadá, podem ser os vira-latas de meu pai. TODOS, absolutamente todos os cães da face da terra possuem um ácaro na pele/pêlo, chamado demodex canis.
E, claro, quando os filhotes nascem, eles entram em contato com a mãe e adquirem este ácaro. Assim como também adquirem streptococcus, staphilococcus, lactobacilos, fungos e outros microorganismos.
ISSO É NORMAL! Não há nada de errado com isso. Cães não ficam doentes porque a mãe tem o ácaro na pele.
Até 1 ano de idade, a imunidade do filhote é MUITO flutuante.
Por isso, muitos humanos de estimação se impressionam com a necessidade de constantes visitas ao veterinário, no primeiro ano de vida. Depois dos 2 anos de idade, tudo muda.
Durante essas flutuações de imunidade, muito comuns no 1º ano de vida, os microorganismos da pele – que também são oportunistas – podem se desenvolver MAIS, alterando o equilíbrio da microbiota normal.
Por isso, podem surgir áreas com perda de pêlo provocadas por fungos, bactérias ou pelo demodex canis.
Com esses microorganismos é assim: bobeou a gente pimba!
Este quadro de demodicose na infância não pode ser, definitivamente, taxado como aquela doença terrivelmente temida que ocorre na vida adulta, em ciclos repetidos, até o final da vida do cão.
A proliferação exacerbada do demodex canis na infância pode nunca mais recidivar, uma vez tratada, ou pode ocorrer em outros episódios, que sumirão na fase adulta.
A SARNA DEMODÉCICA “legítima” é uma questão imunológica, pois há contínua flutuação de imunidade, mesmo com o cão em idade adulta.
O professor de Dermatologia, do curso de Medicina Veterinária de SP, DR. RONALDO LUCAS, faz uma ótima analogia com relação à manifestação precoce do demodex canis: “O fato de alguém tomar um porre, não o qualifica como alcoólatra”.
Sobre a Dra. Camilli:
“Sou mineira de Belo Horizonte, graduada em Odontologia, pós-graduada em Odontopediatria e Genética. Durante 08 (oito) anos fui Professora Universitária Federal das disciplinas de Citologia e Genética –lecionei para os cursos de Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Farmácia.”
Fonte:http://villechamonix.blogspot.com/search?q=sarna
A Sarna Demodécica
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A sarna demodécica, também conhecida por demodecicose ou sarna negra, é causada pelo ácaro Demodex Canis, que faz parte da fauna natural presente na pele de todos os cães. O ácaro habita os folículos pilosos e, por vezes, as glândulas sebáceas. Da mesma forma que o seu parente, Demodex Folliculorum, habita os folículos pilosos da pele humana causando o cravo cutâneo. Não há risco de transmissão para o homem. Essa família é espécie-específica, possuindo afinidade com um tipo de hospedeiro. Assim o Demodex Canis habita a pele dos cães, o Demodex Cati a pele dos felinos e o Demodex Cunicule a pele dos coelhos e lebres. |
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Demodex Canis. |
A transmissão sempre se dá pelo contato. Mas não é simples, pois o ácaro permanece abaixo da epiderme, na camada chamada derme, onde estão abrigados vasos, nervos, glândulas sebáceas, sudoríparas e os folículos pilosos. O contato deve ser estreito e prolongado para que haja transmissão, como no caso da amamentação da ninhada em que o ácaro passa da mãe para os filhotes. Alguns experimentos comprovaram que não há transmissão intra-uterina e nem na passagem pelo canal vaginal, sendo que, após o nascimento e inicio da lactação, em um período entre 8 e 18 horas todos os filhotes já apresentam o ácaro na região do focinho. Essa transmissão é do ácaro. É absolutamente normal e não implica no desenvolvimento da demodecicose.
Um outro experimento demonstrou a transmissão de um filhote que desenvolveu a demodecicose generalizada, para outros filhotes de linhagem tradicionalmente isenta, ao reuni-los todos, em um mesmo canil. Isso comprova que um ambiente saturado por uma superpopulação de Demodex canis, em seus vários estágios de desenvolvimento pode levar os filhotes sadios a um nível de infestação superior a capacidade de controle de seu sistema imunológico e ao desenvolvimento da Demodecicose.
Mas essas circunstâncias são muito especiais e a maior parte da literatura assume que não há transmissão lateral da sarna demodécica.
Há pouco tempo, a sarna demodécica era considerada uma doença hereditária. Atualmente sabe-se que a questão da hereditariedade está ligada a uma deficiência do sistema imunológico, passada dos pais para os filhos. Mais especificamente, à produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imune.
Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento da sarna demodécica e de outras doenças.
Independentemente de sua herança genética, e da qualidade do seu sistema imunológico, outros fatores de estresse poderão levar um cão para um quadro de imunossupressão, e para o desenvolvimento da Demodecicose. O hipotireoidismo, algumas neoplasias ou uma forte infestação verminótica são bons exemplos. O uso prolongado de corticosteróides, por sua característica imunossupressora, tem sido associado a casos de demodecicose.
Existem, fundamentalmente, dois tipos de Demodecicose, a localizada e a generalizada.
"A Demodicose localizada e a demodicose generalizada devem ser consideradas como duas entidades patológicas distintas, exigindo diferentes terapias, com atenção a dieta, ao programa de vacinação e tratamento anti-helmíntico. Nos animais adultos, causas primárias podem contribuir para uma imunossupressão, favorecendo assim a proliferação do D.Canis (CHESNEY, 1999)."
Em ambos os casos, o diagnóstico somente poderá ser confirmado pelo exame microscópico do raspado profundo da pele lesionada, constatando a presença de vários ácaros em seus diversos estágios de desenvolvimento, por campo de observação.
A Demodecicose localizada.
Como o próprio nome sugere, as lesões ocupam áreas reduzidas e descontinuadas. Normalmente na cabeça, pescoço ou membros anteriores. Mas nada impede que surjam manchas em outras regiões do corpo. O primeiro sinal é a alopecia (perda de pêlos), que é seguida pelo surgimento de eritema em graus variados (coloração avermelhada da pele ocasionada por vasodilatação capilar, sendo um sinal típico da inflamação). Não são freqüentes o pruridos (coceira) ou a piodermite secundária (condição infecciosa, produtora de pus, causada por outros organismos oportunistas).
A ocorrência de Demodecicose localizada é, relativamente, comum no primeiro ano de vida dos filhotes, devido às flutuações do seu sistema imunológico. A cura ocorre naturalmente em 80% dos cães, sem qualquer tratamento. Em 10 % dos casos há evolução para a Demodecicose generalizada, configurando um quadro mais grave que dificilmente chegará à cura total. Há necessidade de acompanhamento veterinário para a correta avaliação da evolução do quadro clínico.
Encontramos no link http://www.chantillyexclusive.com/sarna-demodecica uma analogia interessante sobre a demodecicose localizada:
"O fato de alguém tomar um porre, não o qualifica como alcoólatra"
Demodecicose generalizada.
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É a forma grave da doença e ocorre como conseqüência de uma predisposição hereditária à imunossupressão. |
As infecções secundárias, pela diversidade de microorganismos oportunistas, exigem coleta de material, cultura e antibiograma, para tratamento específico.
O resultado do hemograma do cão com sarna demodécica generalizada, em 50% dos casos, apresenta anemia não regenerativa, normocíticas ou normocrómicas. Apresenta, ainda, baixos níveis de Tiroxina Sérica.
É rara a cura total. Na maioria dos casos há reincidência da doença após algum tempo.
Dessa forma, um cão, macho ou fêmea, que tenha demonstrado incapacidade imunológica para o controle do Demodex canis, não poderá ser empregado na reprodução, pois essa deficiência é, comprovadamente, transmissível aos seus descendentes.
Pododemodecicose
Na podemodecicose o cão apresenta lesões nas patas, na região interdigital. Poderá ocorrer sem que surjam lesões em outras áreas. Têm caráter crônico e normalmente vem acompanhada por piodermites.
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"A área afetada apresenta tumefação, cistos interdigitais que ulceram e drenam material exsudativo ou serosanguinolento formando crostas hemorrágicas. A pele fica hiperpigmentada e espessada e pode conter pústulas interdigitais (BENSIGNOR; CARLOTTI, 2000)." |
Tratamento
"Na demodicicose localizada não é indicado tratamento, pois 90% dos casos tem cura espontânea em algumas semanas a meses e estudos demonstram que não há diferença na taxa de cura nos casos tratados e não tratados (BENSIGNOR; CARLOTTI, 2000; SANTAREM 2007)."
Na demodecicose generalizada o tratamento deve ser iniciado pelo combate aos causadores primários, se comprovados, como verminoses ou o hipotireoidismo.
A piodermite deve ser tratada com prioridade. Na ausência de antibiograma tem sido empregada com grande sucesso no tratamento das infecções secundaria a Cefalexina, na dose de 20 mg por kg de peso vivo durante 14 dias.
Para o combate ao Demodex canis, a recomendação do FDA (Food and Drug Administration) é o uso tópico em banhos ou pulverizações do Amitrax na concentração de 250 ppm. No Brasil é comum o emprego do Triatox da Schering-Plough, na dosagem de 4 mL por litro de água em banhos semanais até que os raspados de pele se mostrem negativos.
Um dia antes do banho com a solução de Amitrax o cão deve ser banhado com um xampu anti-séptico, para remoção de caspas, crostas e exsudatos, permitindo uma maior penetração do medicamento. O cão não deve ser enxaguado e deve secar o pelo à sombra.
A Virbac produz no Brasil uma coleira dermatológica à base de Amitrax, chamada de Preventic, que configura bom apoio ao tratamento.
Nas lesões interdigitais pode ser passada, diariamente, uma solução de Triatox em óleo mineral, na concentração de 1 mL para 10 mL de óleo.
Um medicamento de uso sistêmico que vem sendo empregado com sucesso é a Ivermectina, em uso oral, na posologia de 0,5 mg/Kg em dose diária, durante 90 dias.
Um protocolo de tratamento que vem apresentando ótimos resultados em diversos planteis é injeção subcutânea de 1 mL de ivomec injetável para cada25 kgde peso vivo do cão, uma vez por semana, durante 8 semanas. Isso, associado a aplicações mensais pour-on de Promeris Duo ou Advocate. Nos casos mais graves, de demodécica generalizada, banhos com amitrax e cefalexina tem sido adicionados a esse tratamento, por diversos veterinários.
"A Ivermectina se mostra se mostra efetiva em 83,3 % dos cães tratados por um período de dez a dezoito semanas e por mais um mês após a cura clínica na dose de 300 a 600 µg/kg (PARADIS, 1999)."
O Levamisol têm sido empregado como coadjuvante no tratamento sistêmico, principalmente, por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico.
Quando cruzar? Intervalo?
03 de novembro de 2011
Qual a diferença entre o Ranking da CBKC e do Dog Show.
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Respostas a certas perguntas com outras palavras.
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